No último sábado, dia 08 de maio de 2021, houve um acidente com um helicóptero Robson 44, de matrícula PR-RDR, o qual caiu em uma mata densa, logo após a decolagem, no bairro Olhos D’Água, na Região Oeste de Belo Horizonte – MG.
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Todo especialista em aviação deve acompanhar as informações acerca dos acidentes aeronáuticos, pois, num futuro próximo, tais ocorrências podem vir a ser demandadas na justiça e ele ser nomeado o perito no referido processo judicial. Mediante esse acompanhamento, o perito poderá reunir diversas informações que poderão lhe ser útil no futuro, enriquecendo o seu trabalho e consubstanciando o seu laudo pericial.
No caso em questão, o perito, dependendo das questões técnicas por ele identificadas no processo judicial, poderá seguir uma ou todas as três linhas de investigação pertinentes ao acidente, realizando as seguintes análises técnicas:
1) Análise Técnica Operacional (ATO): cujo foco está voltado para os possíveis erros e falhas existentes nos procedimentos de pouso e decolagem, nas condições meteorológicas locais, na experiência do piloto, etc…
2) Análise Técnica de Aeronavegabilidade (ATA): cujo foco está voltado para as possíveis falhas existentes no processo de fabricação e produção da aeronave, motor ou hélice, nas dificuldades em serviço, etc…
3) Análise Técnica de Manutenção (ATM): cujo foco está voltado para os possíveis erros e falhas na manutenção da aeronave, no cumprimento do boletins e DA expedidos pelos fabricantes e pelas Autoridades Aeronáuticas daquela aeronave, motor ou hélice, etc…
Com esse trabalho, o perito conseguirá abordar todas as questões técnicas necessárias ao esclarecimento da(s) dúvida(s) técnica(s) geral(is) do processo judicial, permitindo assim que o juiz tenha condições de tomar a melhor decisão em sua sentença.